Salmo 156
1 Comentários || Rui Santiago ||Deus da minha Vida, que és DEUS mesmo
porque me escapas,
Deus de todas as manhãs,
Amor-Alvorada que me precedes sempre na procura, fonte da Paz…
Quantas vezes, oh Deus, quantas vezes já persegui a Tua Palavra
como um sedento as águas da nascente…
Quantas vezes, meu Deus e meu Dono?! Mas não hoje…
Oh Deus, não quero a Tua Palavra, hoje… Só o Silêncio!
A Paz e o Silêncio… assim… isso… que bom…
Tudo se transfigura no Teu Colo, Senhor meu…
E aqui não é lugar de Palavra, mas de mimo.
Paz e Silêncio… Não me digas nada hoje, oh Abba… Hoje não preciso!
Nem sei o que se passa comigo…
O teu Rosto está tão perto, tão evidente, tão claro…
Não preciso que me digas nada quando te tocam os meus próprios lábios!
Não preciso. És tão bom…
Aninho-me aqui, só… pronto...
Tanto Te procurei, meu Senhor e meu Dono… tanto!
Mas nunca pensei encontrar-Te assim…
Por isso nem me conheço, às vezes,
porque dentro de Ti ganho um tamanho que não tinha,
sentimentos que nem conhecia,
desejos que me pareciam estar tão arredados do meu Coração…
Dentro de Ti tudo se transfigura… até eu!
Paz e Silêncio…
E quase todos, depois, olham para mim à espera de palavras…
Como se dá a alguém a Paz e o Silêncio?!
Se até a Tua Palavra me faz tantas vezes tremer
quando chega a hora de me tornar arauto dela…
Porque a Tua Palavra, tão forte que não a destruo,
mas tão frágil que a posso esconder por baixo das minhas palavras,
já exige de mim uma Fé inesgotável…
Só a anuncio porque confio que o Espírito Santo,
a tua Doce e Invencível Ternura, é mais forte que eu
e supera com a Sua acção as minhas limitações, ambiguidades ou infidelidades…
Tem de ser maior que eu! Tem de ser!!!
Seria desonesto ungires-me para a Missão
e depois deixares-me entregue a mim próprio!
Ri-te de mim, ri, Senhor…
Podes rir-te à vontade mas, como vês, já Te apanhei algumas “manhas”
e agora não Te livras de mim, porque aprendi a confiar!
És meu! Não te domino, não Te possuo… mas és meu de verdade
porque não quero senão pertencer-te e eu sei bem que isto te derrota…
Tornas-te incapaz de abdicar de mim! Apanhei-Te, Senhor… és meu!
Foram os Teus Profetas de todos os tempos que me ensinaram este truque…
É o próprio Jesus quem mo confirma…
Derrotam-te sempre aqueles que se atiram
como crianças encantadas e confiantes para o Teu colo.
És meu… a Paz e o Silêncio segredam-me que és meu…
Como hei-de anunciar a Paz e o Silêncio, estes que vêm de Ti?
Ensina-me Senhor…
E se tiver, mesmo assim, que o fazer com palavras,
então ensina-me a arte de saber tecer o Teu próprio colo
com as minhas palavras…
Que as minhas palavras, quando falo de Ti,
envolvam os Corações disponíveis como braços invisíveis
a acompanhar a brisa do Espírito,
de tal maneira que as minhas palavras teçam um colo
onde, quem tiver Coração para isso,
possa sentir o desejo de se aninhar em Ti e fazer a experiência do Teu mimo…
Este mimo, oh Abba, que me dás a mim… feito de Paz e Silêncio…
Ensinas-me, Senhor?!
Eu falo tanto…
Conheces aqueles artistas plásticos que com o material
moldam uma forma qualquer que queiram? É isso, Deus meu!
Que as minhas palavras de Ti não sejam pesadas, forçadas, duras…
mas antes tão abertas, tão livres, tão verdadeiras,
tão minhas que até as podes tornar Tuas e, assim, moldá-las como quiseres
para que ao Coração de cada um já chegue a Tua Palavra
e não as minhas palavras…
Tenho a certeza que, para muitos, vais fazer das minhas palavras um colo…
Porque adoras dar colo!!! E há tanta gente a precisar dele…
Para outros, também já sei que farás outras coisas, às vezes bem diferentes...
Oh Abba, exulto de alegria, de uma imensa alegria no meu íntimo,
por ser Teu e Tu seres meu!
És meu! Não te domino, não Te possuo… mas és meu de verdade
porque não quero senão pertencer-te e eu sei bem que isto te derrota…
Tornas-te incapaz de abdicar de mim! Apanhei-Te, Senhor… és meu!
Foram os Teus Profetas de todos os tempos que me ensinaram este truque…
É o próprio Jesus quem mo confirma…
Derrotam-te sempre aqueles que se atiram
como crianças encantadas e confiantes para o Teu colo.
És meu… a Paz e o Silêncio segredam-me que és meu…

porque me escapas,
Deus de todas as manhãs,
Amor-Alvorada que me precedes sempre na procura, fonte da Paz…
Quantas vezes, oh Deus, quantas vezes já persegui a Tua Palavra
como um sedento as águas da nascente…
Quantas vezes, meu Deus e meu Dono?! Mas não hoje…
Oh Deus, não quero a Tua Palavra, hoje… Só o Silêncio!
A Paz e o Silêncio… assim… isso… que bom…
Tudo se transfigura no Teu Colo, Senhor meu…
E aqui não é lugar de Palavra, mas de mimo.
Paz e Silêncio… Não me digas nada hoje, oh Abba… Hoje não preciso!
Nem sei o que se passa comigo…
O teu Rosto está tão perto, tão evidente, tão claro…
Não preciso que me digas nada quando te tocam os meus próprios lábios!
Não preciso. És tão bom…
Aninho-me aqui, só… pronto...
Tanto Te procurei, meu Senhor e meu Dono… tanto!
Mas nunca pensei encontrar-Te assim…
Por isso nem me conheço, às vezes,
porque dentro de Ti ganho um tamanho que não tinha,
sentimentos que nem conhecia,
desejos que me pareciam estar tão arredados do meu Coração…
Dentro de Ti tudo se transfigura… até eu!
Paz e Silêncio…
E quase todos, depois, olham para mim à espera de palavras…
Como se dá a alguém a Paz e o Silêncio?!
Se até a Tua Palavra me faz tantas vezes tremer
quando chega a hora de me tornar arauto dela…
Porque a Tua Palavra, tão forte que não a destruo,
mas tão frágil que a posso esconder por baixo das minhas palavras,
já exige de mim uma Fé inesgotável…
Só a anuncio porque confio que o Espírito Santo,
a tua Doce e Invencível Ternura, é mais forte que eu
e supera com a Sua acção as minhas limitações, ambiguidades ou infidelidades…
Tem de ser maior que eu! Tem de ser!!!
Seria desonesto ungires-me para a Missão
e depois deixares-me entregue a mim próprio!
Ri-te de mim, ri, Senhor…
Podes rir-te à vontade mas, como vês, já Te apanhei algumas “manhas”
e agora não Te livras de mim, porque aprendi a confiar!
És meu! Não te domino, não Te possuo… mas és meu de verdade
porque não quero senão pertencer-te e eu sei bem que isto te derrota…
Tornas-te incapaz de abdicar de mim! Apanhei-Te, Senhor… és meu!
Foram os Teus Profetas de todos os tempos que me ensinaram este truque…
É o próprio Jesus quem mo confirma…
Derrotam-te sempre aqueles que se atiram
como crianças encantadas e confiantes para o Teu colo.
És meu… a Paz e o Silêncio segredam-me que és meu…
Como hei-de anunciar a Paz e o Silêncio, estes que vêm de Ti?
Ensina-me Senhor…
E se tiver, mesmo assim, que o fazer com palavras,
então ensina-me a arte de saber tecer o Teu próprio colo
com as minhas palavras…
Que as minhas palavras, quando falo de Ti,
envolvam os Corações disponíveis como braços invisíveis
a acompanhar a brisa do Espírito,
de tal maneira que as minhas palavras teçam um colo
onde, quem tiver Coração para isso,
possa sentir o desejo de se aninhar em Ti e fazer a experiência do Teu mimo…
Este mimo, oh Abba, que me dás a mim… feito de Paz e Silêncio…
Ensinas-me, Senhor?!
Eu falo tanto…
Conheces aqueles artistas plásticos que com o material
moldam uma forma qualquer que queiram? É isso, Deus meu!
Que as minhas palavras de Ti não sejam pesadas, forçadas, duras…
mas antes tão abertas, tão livres, tão verdadeiras,
tão minhas que até as podes tornar Tuas e, assim, moldá-las como quiseres
para que ao Coração de cada um já chegue a Tua Palavra
e não as minhas palavras…
Tenho a certeza que, para muitos, vais fazer das minhas palavras um colo…
Porque adoras dar colo!!! E há tanta gente a precisar dele…
Para outros, também já sei que farás outras coisas, às vezes bem diferentes...
Oh Abba, exulto de alegria, de uma imensa alegria no meu íntimo,
por ser Teu e Tu seres meu!
És meu! Não te domino, não Te possuo… mas és meu de verdade
porque não quero senão pertencer-te e eu sei bem que isto te derrota…
Tornas-te incapaz de abdicar de mim! Apanhei-Te, Senhor… és meu!
Foram os Teus Profetas de todos os tempos que me ensinaram este truque…
É o próprio Jesus quem mo confirma…
Derrotam-te sempre aqueles que se atiram
como crianças encantadas e confiantes para o Teu colo.
És meu… a Paz e o Silêncio segredam-me que és meu…

Sou eu que me seguro?
ou Tu que me seguras?...
Forte és Tu...
Eu balanço...
de segurança em segurança...
Tenho medo...sempre tenho medo...
medo de saltar...
medo de me deixar guiar...
medo de deixar de ter os pés acentes no chão que sou...